Algumas pessoas não ouvem um apito nem um chiado. Ouvem o próprio coração. Um "tum, tum" dentro do ouvido, que aparece mais ao deitar a cabeça no travesseiro, que acelera depois de subir uma escada. Esse é o zumbido pulsátil, e ele merece um olhar diferente dos outros tipos de zumbido.

O que é o zumbido pulsátil

É o zumbido que pulsa no mesmo ritmo dos batimentos cardíacos. Enquanto a maioria dos zumbidos nasce no sistema auditivo, o pulsátil muitas vezes está ligado ao fluxo de sangue nos vasos que passam perto do ouvido. Por isso, a investigação dele olha também para a circulação.

Uma forma simples de perceber: coloque os dedos no pulso enquanto ouve o zumbido. Se o som acompanha a pulsação, ele é pulsátil. Essa informação é muito útil na consulta.

As causas possíveis

  • Ouvido tampado. Cera, otite ou líquido atrás do tímpano diminuem os sons de fora, e os sons internos do corpo, como a pulsação, ficam mais evidentes.
  • Pressão alta e situações em que o coração trabalha mais, como anemia, febre, hipertireoidismo e esforço físico.
  • Alterações das veias perto do ouvido, que mudam a forma como o sangue passa e produzem um som que o ouvido capta.
  • Aumento da pressão dentro da cabeça, uma condição que costuma vir com dor de cabeça e alterações da visão.
  • Alterações das artérias, como placas de gordura que estreitam o vaso.
  • Causas raras, como pequenos tumores vasculares no ouvido médio e malformações dos vasos, que a investigação precisa afastar.

Por que ele fica mais alto ao deitar

Ao deitar, o ambiente fica mais silencioso e a cabeça encosta no travesseiro, que conduz a vibração. A posição também muda o fluxo nas veias do pescoço. Por isso muita gente percebe o zumbido pulsátil principalmente à noite. Mudar de lado ou apoiar a cabeça de outro jeito às vezes muda o som, e isso também é uma pista para a consulta.

Zumbido pulsátil é grave?

Na maioria das vezes, a causa é benigna e tratável. Mas o zumbido pulsátil é uma das situações em que a investigação não deve ser adiada, porque algumas causas envolvem os vasos sanguíneos e precisam ser identificadas.

Procure atendimento de emergência se o zumbido pulsátil começou de repente junto com dor de cabeça intensa, dor no pescoço, alteração da visão, fraqueza, alteração na fala ou no rosto.

Como é a investigação

A consulta começa pela história: quando começou, em que ouvido, se muda com a posição, se vem com dor de cabeça ou alteração da visão, como está a pressão arterial, quais remédios estão em uso. O exame do ouvido pode mostrar cera, otite ou alterações atrás do tímpano. O médico também pode auscultar a região do ouvido e do pescoço.

A audiometria e a imitanciometria avaliam a audição e o ouvido médio. Conforme o caso, entram exames de sangue e exames de imagem que mostram os vasos. A pressão arterial, o sono e o metabolismo também entram na conversa, porque influenciam a circulação.

O que ajuda enquanto isso

  • Meça a pressão arterial em momentos diferentes e leve os valores anotados para a consulta.
  • Observe se o som muda com a posição da cabeça, ao pressionar levemente o pescoço de um lado ou depois de esforço.
  • Um som de fundo suave à noite pode deixar o zumbido menos evidente.
  • Não interrompa nem comece remédios por conta própria.

Um sintoma que pede investigação própria

O zumbido pulsátil costuma incomodar muito, principalmente à noite, e deixa a pessoa atenta ao próprio corpo o tempo todo. Entender a causa traz duas coisas: o tratamento certo e a tranquilidade de saber o que está acontecendo.

Em Sorocaba, o Dr. Emerson Marchetti, otorrinolaringologista, investiga o zumbido olhando para o ouvido e também para a circulação e a pressão. Veja as origens possíveis do zumbido.